Posts com Tag ‘Manejo de cartas’

Olá, pessoas!

Aviso que as impressões abaixo, como dito, são as primeiras, com base em uma partida, em 4 pessoas.

Jogamos esta que é a versão “avançada” do Ouro de Tolo. Há variadas diferenças, mas as principais são três: adição de um set collection, onde conjuntos de joias podem dar bônus em dinheiro, o que faz as pedras de menor valor ao menos ajudar nisso; a partida dura definidas 5 rodadas, não tem mais aquele elemento de corrida – chegar até 50 dinheiros e dar o gatilho de final de jogo; e a distribuição das cartas (as quais, se não usadas, valem dinheiro ao final da partida) mudou um tanto, pois além do primeiro que sai e do último, há possibilidade de outros também ganharem cartas. E isso tudo é bom? Então, pode ser, mas em nossa partida, não foi.

Porque veja, sem o aspecto de corrida, um jogador tem a possibilidade de alcançar outro que tenha ido muito bem numa rodada, o que é, em princípio, bom. Porém falamos aqui de um jogo de pressionar a sorte. E a sorte não segue princípios claros – ela é o caos, O CAOS! O que significa que se alguém tem chance de melhorar, pouco impede do outro, que já foi bem, de ir ainda melhor, chegando-se num ponto em que a pessoa tem quase nada de chance de vencer, mas ainda precisa permanecer ali. O Incan Gold é assim, talvez até mais, pois nele não existem cartas de “tome isso” e, portanto, não há como prejudicar alguém que esteja na frente. Só que o Incan Gold, por sua natureza coletiva (todos exploram juntos), é bem menos frustrante, pois se outros e você estão na exploração e vem um tesouro 17, opa, todos dividem! É bem diferente de você pegar um quartzo vagabundo de valor 1 (ou, pior, um cristal instável – que é o “ouro de tolo” desta versão) e seu colega pegar um ouro de valor 8.

Ademais, o Incan Gold, sem o “tome isso” irrita menos também, pois como é natural, apesar de ter alguém indo melhor, se você tem uma carta que rouba 2 cristais, apesar de poder roubar quem está melhor, de que isso lhe vale se este tiver só uns cristais de baixo valor, enquanto outro, que pode estar bem pior, tem dois de bem mais alto valor? Enfim, tudo isso é para dizer que é uma decisão arriscada ampliar a duração de qualquer jogo de pressionar a sorte com doses galopantes de :”tome isso”.

A adição do esquema de coleção de conjuntos é legal, pois faz dos cristais mais comuns (e menos valiosos) mais relevantes, ainda que torne a contagem de pontos mais nebulosa. A maior distribuição de cartas também é positiva, e provavelmente aplicarei algo assim no Ouro de Tolo (distribuindo uma carta para todos ao final da rodada).

Os componentes são bem bons – os cristais são enormes; porém o esquema de cores ainda me deixa ponderando: é mesmo melhor usar verde claro e escuro, rosa claro e escuro, ao invés, deste?

 

A arte, toda nova, é ótima.

No geral, a nova edição vale para quem não tem o Ouro de Tolo, pois apesar de possuir boas novas ideias, as melhores são facilmente aplicáveis (principalmente a do marcador de experiência) – a da coleção de conjunto, ainda que uma boa ideia, não é recomendado incluir, pois aí o jogo pode terminar em 2 rodadas. Então, um jogo OK, mas aquém do que eu esperava em termos de evolução.

E é isso!

Abs,

Crédito das imagens (em ordem):
Luis Francisco
Google imagens

Olá!

Aviso que as impressões abaixo, como dito, são as primeiras, com base em uma única partida.

O básico das regras:

Libertalia é um jogo em que cada participante escolhe uma cor (lindamente representada por um navio, com nome específico, um esconderijo e o nome de um capitão pirata). Então recebe 30 cartas de personagens – cada uma delas única entre as 30, mas cada jogador tem as mesmas cartas.

Imagem por W Eric Martin

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Texto por Raphael Ligmanowski Carvalho
O jogo: Bang! É um card-game de faroeste onde os jogadores assumem o controle de personagens clássicos do faroeste e de filmes e são divididos entre mocinhos e bandidos. O objetivo é simples, o bem precisa eliminar o mal, matando os bandidos e o renegado, do contrário o mal vence.
Imagem por Roberto Corbelli

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– Acho bastante difícil, senhor – disse o engenheiro, encarando, do alto do morro, a extensa planície.

O dono da empresa sabia que era uma tarefa complicada. Se fosse fácil, alguém provavelmente teria feito antes. – E, mesmo assim, faremos – retrucou.

O engenheiro abaixou-se sobre um dos joelhos e pegou um punhado de terra, sentindo como era fina e seca. – Difícil – repetiu ele. – Será preciso um trilho longo, sem estações grandes entre aqui e Helena. Quase uma linha reta – mas uma enorme linha reta, no entanto.

– Mas pode ser feito?

Foi necessário um tempo de ponderação antes do engenheiro responder. – Pode, mas será necessário bastante ferro. E a Companhia Azul está pegando tudo que tem disponível para a ferrovia São Francisco-Portland.

Um sorriso espalhou-se pelo rosto do empresário. – Ah, quanto a isto, não se preocupe. Vá em frente, comece a contratar os trabalhadores e fazer as encomendas de material.

O engenheiro não estava tão certo sobre a prudência financeira daquelas ações. – Mas…

O dono da empresa o interrompeu. – Tudo que posso dizer – segredou – é que tenho alguns coringas nas mangas.

TICKET TO RIDE – O JOGO

Imagem por Fawkes

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Olá!

Aviso que as impressões abaixo, como dito, são as primeiras, com base em duas partidas, ambas em 3 pessoas.

O Fleet em regras, é relativamente simples. São quatro fases:
1ª) Leilão por licenças de pesca;
2ª) Lançar navios ao mar (precisa ter a licença específica para o tipo de barco lançado) e contratar capitães;
3ª) Pescar;
4ª) Receber novas cartas. (mais…)

Olá!

Aviso que as impressões abaixo, como dito, são as primeiras, com base em um partida em 3 pessoas.

A mecânica é simples: em seu turno o jogador compra 2 cartas, podendo ser do baralho principal ou do descarte dos outros (ou de si mesmo); é possível dividir (uma do baralho principal e outra do descarte). Então o jogador abaixa uma carta em seu arvoredo e descarta uma carta, voltando ao número de sete cartas nas mãos. O jogo segue assim até que o baralho principal seja esgotado, pois aí o jogo encerra e vai-se à pontuação. E é na pontuação que tem-se o “pulo do gato” do jogo: primeiro porque a pontuação segue direções variadas. Vou explicar usando uma imagem que fica mais fácil. (mais…)

Pois bem, Ouro de Tolo é um jogo de cartas basicamente. As cartas são o coração do jogo e onde reside a tática (estratégia a longo prazo não é algo possível aqui. Tal como os mineiros, o esquema é ir dia a dia).

As mecânicas principais do jogo são a do “Arriscar a Sorte” (Press Your Luck) e a do “Manejo da Mão” (de cartas), ou Hand Management.

Bem, vamos ao jogo.

(A capa do jogo)

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