Posts com Tag ‘Jogos de civilização’

Eight-Minute Empire: Legends é um jogo de controle de área mesclado com coleção de conjuntos (set collection). As regras são bem diretas: no seu turno você pega uma carta da fileira de seis cartas disponíveis. A primeira carta da fileira é de graça, as próximas duas custam 1 cada, a quarta e a quinta carta custam 2 cada, e a sexta (e última) carta custa 3. Cada carta possui duas informações relevantes: na parte de baixo está indicada qual a ação permitida pela carta (usualmente será: ou colocar exércitos (cubos) no tabuleiro, ou mover exércitos, ou remover exército de um dos oponentes, ou construir uma fortaleza). Na parte de cima da carta está o nome da mesma e o efeito especial dela: ou ter a carta lhe dará algum bônus para algum dos tipos de ação (como, por exemplo, dar-lhe um movimento extra quando movimentando, ou permitindo colocar um exército adicional) ou será alguma coisa relacionada à pontuação (como: 1 ponto de vitória por carta do tipo Floresta que você tiver ao final do jogo, ou 1 ponto de vitória para cada 3 moedas que você tiver ao final da partida).
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O barulho ritmado dos martelos era música aos ouvidos do supervisor da pedreira. Os trabalhadores e escravos talhavam a pedra e, depois, moviam os blocos, ainda toscos, para que fossem moldados em retângulos, antes de serem transportados até a muralha. O muro subia lentamente, mas incessantemente fazia vários anos. Somente a sessão próxima da pedreira estava em obras há doze anos e, pela previsão dos construtores, permaneceria assim por mais pelo menos cinco. A parede de rocha, argamassa e cascalho subia além da altura de três homens altos e deveria chegar a cinco antes de estar finalizada.

Ao longe, como uma cobra preguiçosa, esticando-se ao sol, uma outra parte da muralha aproximava-se. O trabalho era tanto vertical quanto horizontal, pois esta deveria ser a Grande Muralha, estendendo-se para além da visão dos pássaros e protegendo todo o povo contra ataques e invasões.

O clima havia sido generoso e a colheita foi abundante, então a fome ficaria afastada naquele ano, mesmo quando o frio chegasse. Porém havia sinais de doença, que já ceifara vários e muito mais, mas ali quase na sentiram – o mal ficara nas cidades e vilas maiores, ali os trabalhadores foram proibidos de ir para as vilas e os escravos não tinham escolha. Ainda assim, o avanço era dolorosamente lento. Havia, entretanto, boatos de quem uma nova cidade cairia sob o manto da expansão do povo servia para animá-lo: isso significaria mais braços, livres ou não, para o serviço na marulha.

– Quem sabe em três anos, daí – sonhou o supervisor. Queria ver aquele trecho terminado e, quanto antes aquilo ocorresse, mais teria chance, pois o mundo era cruel e ele já não era um rapaz.

Assim ele sonhava, ao som dos martelos na pedra.

ROLL THROUGH THE AGES: THE BRONZE AGE – O JOGO

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