Posts com Tag ‘Jogos cooperativos’

Ele não sabia onde estava. Era um local vagamente familiar – certamente estivera ali antes, mas onde “ali” era, ele não conseguia dizer. Andando pelo corredor foi possível lembrar que estava na câmara de astronomia. Notou, também, que estava perdido. Os corredores eram todos iguais, somente as portas alteravam em certos detalhes – algumas tinham o símbolo do sol, outras tinham um triângulo e, poucas, tinham chaves em suas fechaduras. As portas estavam todas fechadas, mas não trancadas, e levavam a salas onde haviam astrolábios, cartas cosmológicas, lunetas e outros aparatos científicos. Não havia minúcias em tais registros e equipamentos, todos pareciam como que manchados por água, borrados – a visão parecia ser incapaz de se focar.

Ele estava diante da uma das portas que podia passar, pois descobrira que, uma vez que passasse por uma porta com símbolo de sol, todas as outras com o mesmo símbolo estavam bloqueadas para ele, e foi um longo caminho até encontrar uma que tivesse um sinal diverso. Sentiu uma sensação ruim antes de abrir a porta, contudo, atrás de si, o corredor parecia sumir, existindo somente ao redor dele e, ele supunha, o mesmo desapareceria uma vez que atravessasse a porta. Assim, abriu a porta.

O pesadelo o atacou sem aviso, puxando-o com violência para dentro com mãos que eram somente sombras. Havia formas diversas na massa de escuridão e todas elas pareciam querer feri-lo. Por instinto, ele usou a única coisa que carregava que poderia ser algum tipo de arma: uma chave azul. O resultado foi assustador – as criaturas uivaram e urraram e a sala tremeu enquanto as sombras rodopiavam, girando como um redemoinho que era sugado pela chave. Os pesadelos foram consumidos pela chave que, então, começou a derreter, com o metal virando líquido e escorrendo para o chão, onde deveria haver algumas rachaduras ínfimas, pois o metal azul escoou para logo restar nada.

Ele suspirou de alívio, ainda mais quando pode ver que, do outro lado da sala, parcialmente escondida por entulho, havia uma porta vermelha com o símbolo do sol. Foi até ela e a abriu. Diante de si o corredor alterou sua cor e estrutura: em frente agora reinava o verde, uma flora luxuriosa onde as samambaias, árvores e mato alto dominavam a vista. Uma trilha sinuosa seguia da soleira da porta, entrando naquele mundo verde recheado por milhares de ruídos. À distância, em meio à vegetação, ele via portas azuis, vermelhas, marrons e, mais importante, outras verdes. Mas qual caminho tomar até elas? Haveria outros pesadelos à espreita?

No mundo dos sonhos tão pouco é certo, exceto que é necessário sair dele.

ONIRIM – O JOGO

(mais…)

Anúncios

Olá, pessoas!

Aviso que as impressões abaixo, como dito, são as primeiras, com base em uma partida, em 3 pessoas.

Jogamos com a expansão Castle Panic: The Wizard’s Tower que, pelo por cima que recebemos, adiciona vários elementos ao jogo base (a dita torre do Mago, um baralho novo de cartas para os defensores, criaturas novas, incluindo uma porção de monstros legendários) e o torna muito melhor. O objetivo do jogo é defender as torres e os muros da cidade, enquanto hordas de monstros vem para atacá-las. (mais…)

O Warhammer Quest: The Adventure Card Game é um jogo de aventura fantástica medieval. Suas mecânicas são uma mistura do Pathfinder Adventure Card Game: Rise of the Runelords – Base Set, do The Lord of the Rings: The Card Game, Space Hulk: Death Angel – The Card Game e lembrou-me ainda um tanto do Darkest Night, pelas ações bem limitadas em cada turno.

(mais…)

Olá, pessoas!

Segue o relato de nossa partida (com alguns comentários iniciais sobre o cenário).

5 jogadores:
Lauri – Shannon
Henrique – Joshua
Marcus – Belle
Hélio – Grindlock
Eu – Kim & Watts

Jogamos o terceiro cenário: Serra Circular, onde o objetivo dos sobreviventes é invadir uma prisão (usando uma serra circular para abrir um buraco ao redor da porta de aço) e, uma vez ali dentro, limpar o local de zumbis. Foi uma partida curiosa, pois este cenário, para mim, mostrou o mesmo porém que havia no outro que joguei desta 2a temporada: a possibilidade, bem fácil até, de explorar o que é uma falha de execução do cenário: no outro, havia a torre de observação, aqui a questão ficou para com a relação entre os spawn points e a porta giratória. Dois dos spawn points ficam fora do presídio e dois, dentro. (mais…)

Texto por Raphael Ligmanowski Carvalho

Mulherada na operação verão fazendo Zumba e liberando os maridos para outras atividades físicas intensas e desafiadoras: bater Fight 1  ou correr Kick Butt  de uma horda de zumbis. O jogo em questão é o Eaten by Zombies! de Max Holliday publicado pela Mayday Games.

O jogo: Eaten by Zombies é um deck building para 2-4 jogadores com o jogo base e de 2-6 com a expansão In Cahoots. A construção do deck acontece durante a partida onde a gestão adequada das cartas é um fator decisivo para o jogador. Cada sobrevivente começa com 12 cartas iguais, que são embaralhadas e separadas em dois, seis cartas formam a mão inicial do jogador e as outras o baralho de compras, a mão, o baralho de compras e a pilha de descartes, formam a safe house do sobrevivente. No centro da mesa colocam-se os escombros do que sobrou após o apocalipse zumbi, que são as cartas que poderão ser adicionadas aos baralhos dos jogadores durante a partida. Por fim é formado o baralho de zumbis (que depende do número de jogadores) e disposto ao alcance de todos.

(mais…)

Olá!

Aviso que as impressões abaixo, como dito, são as primeiras, com base em duas partidas em 3 pessoas.

O básico das regras:

Mice and Mystics é um jogo temático, misturando fantasia medieval e contos de fada, pois nele um grupo de pessoas, fiéis ao Rei, que está sob um feitiço maligno lançado pela pretendente ao trono, Vanestra. O grupo foi feito prisioneiro, quando realizavam um reunião para discutir o que fazer para livrar o reino de Vanestra, e, na cadeia, o mago Maginos valeu-se de um tufo do cabelo de Vanestra para realizar uma transformação mística: todos na cela foram transformados em camundongos! Agora, neste nova forma, eles irão enfrentar perigos – agora ainda maiores – para ajudar o Rei e derrotar Vanestra e os servos desta.
(mais…)

ARKHAM HORROR

Da ambientação

É um jogo inspirados nas obras de Lovecraft e de vários de seus seguidores que lidam com os chamados Cthulhu Mythos.

Trata basicamente de pessoas comuns vendo-se de frente a forças terríveis, cósmicas, em que a humanidade é um pequeno e frágil incômodo. As aventuras se passam principalmente na cidade de Arkham e em suas cercanias, no ano de 1926. (mais…)