Posts com Tag ‘Cthulhu Mythos’

O básico das regras:

No A Study in Emerald os participantes dividem-se, secretamente, em dois times: alguns serão legalistas (que desejam manter a ordem das coisas como está ou, ainda, potencializá-la ao provocar uma guerra geral para confirmar e garantir a supremacia dos Antigos) enquanto outros serão os restauracionista (que querem fazer a humanidade tornar a ser dona de si mesma, derrubando os Antigos de seus postos de controle). A dinâmica do jogo é a seguinte: em seu turno o jogador tem duas ações para realizar e com elas ele pode: (mais…)

“É surpreendente quanto horror existe no ser humano. Meu trabalho me levou a conhecer o pior, o mais terrível lado da humanidade, a face escondida das mentes distorcidas, o rosto do monstro que reside na psiquê do homem. É um abismo negro, profundo e, aparentemente, sem fim. Mas quis a vida me testar mostrando-me que eu não estava errado, porém havia uma questão de escala: o horror produzido pela humanidade é verdadeiro, contudo também é ínfimo quando comparado ao terror cósmico, alienígena, inominado que habita tanto nos recessos do universo quanto já conheceram nosso planeta como um entre tantos. Nessa escala onde entra o pavor inominável e repulsivo das entranhas do cosmos, a crueldade humana, ainda horrífica para entre os seus, é pálida e limitada. O abismo, infelizmente descobri para o meu eterno pesar e desconsolo, é muito mais profundo.”

Extrato do diário de David Foster.

“Cada vez mais creio que a verdade é algo efêmero, fraco como um pensamento tardio. A verdade é o que os nossos sentidos humanos conseguem captar, ou é uma noção tão vaga e volátil quanto o certo e o errado? A primeira concepção é nitidamente mais concreta, e ainda mais restritiva, tornando o não-visto, o não-escutado, em suma, o não-sentido como inverdadeiro. Parece-me bastante falho tal conceito. Agregar a verdade ao arcabouço dos conceitos, das ideias, torna-a ampla e, ao mesmo tempo, finita ao grupo que a aplica – a verdade para mim pode não ser a mesma que para você, mas essa dicotomia parece-me excluir justamente a própria definição de verdade como algo exato, real. Assim, a que tipo de verdade posso eu aplicar ao que eu vi, àquilo que existe e, ainda assim, não posso explicar completamente, nem compreender em sua totalidade. Poderia tanto horror ser verdade, em qualquer versão dela? Rezo para que não.”

Extrato do diário de Maggie Sterns.

“Quando meus sonhos começaram a se tornarem mais vívidos, eu sabia que havia algo errado, mas não conseguiria dizer o quê. Sabia, no entanto, que estava próximo. Naqueles instantes de confusão após o despertar repentino, enquanto o medo ainda perdurava e o suor ainda escorria, eu comecei a escutar algo além da minha respiração acelerada: o leve ruído de passos no corredor, como se fossem passos de crianças, que se afastava. Mas antes ouvia-os, ínfimos, na escada, depois no corredor e, anteontem, estava na frente da porta de meu quarto e, por Deus, eu estava na hospedaria da Ma! Achei que a perseguição dos passos não me seguiria para fora de minha casa, mas seguiu e me senti ainda mais indefesa. Só que, nesta noite, quando acordei do pesadelo recorrente, os passos tênues novamente se distanciaram e… eu juro, a porta do quarto estava aberta! Não posso mais dormir até isto acabar, de uma maneira ou de outra.”

Extrato do diário de Jenny Baxter.

WITCH OF SALEM – O JOGO

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“Não vou voltar a dormir então é melhor escrever algo sobre o que vi, pois quando o dia chegar, eu espero que as imagens sumam, como quando as névoas dos sonhos se dissipam. Eu estava andando por uma praia, mas era noite e eu não via o mar – havia somente uma escuridão de ambos os lados, na esquerda havia silêncio, na direita, o enorme rumor das ondas, e no meio uma extensa, infinita, faixa de areia adiante.

Eu não olhava para trás, talvez por saber que não restava nada lá, nenhum caminho para voltar. A trilha de areia seguia reta e eu a seguia, até que ela se curvou na direção do mar. A areia estava úmida e pegajosa, porém não havia outro lugar para ir. A maré deve ter recuado e eu fui em frente, mas comecei a afundar na areia, primeira até os tornozelos, depois lutava para continuar, coberto até a cintura. Eu tinha de prosseguir e então vi algum tipo de recife ou ilha e, de lá, vinha o som de vozes ritmadas. Eles cantavam algo, chamando alguém. Eu estava perto, afundado na areia molhada até o pescoço, e pude ouvir um nome repetido com frequência. Clamavam por Dagon, Dagon, Dagon. Então a maré retornou e eu entrei em pânico, com medo de seguir em frente e tentando inutilmente voltar. A água salgada veio rápido e cobriu minha boca, nariz e rosto. Tentei manter o fôlego, então, do negro de piche do mar vi uma criatura peixe de formas humanoide. Ela veio em minha direção e eu perdi o controle e gritei, engolindo água, sal e algas.

Eu acordei assustado, pingando suor e sufocado. Tossi engasgado, desesperado por ar. Caí da cama e me arrastei pelo chão, tossindo. Até que algo saiu de minha garganta. Era uma pequena concha, misturada com lodo arenoso escura. Deus, o que ocorre aqui? Onde eu estive?”

Extrato do diário de Roland Banks.

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Olá, pessoas!

Aviso que as impressões abaixo, como dito, são as primeiras, com base em uma partida solo.

 

Bem, jogando com a Gates of Arkham o jogo sai do Museu e vai para a cidade em si, e aí sim o ES vira um Arkham Horror-mini (o que esperavam que ele fosse quando de seu anúncio em 2010-11). A dinâmica de resolver aventuras usando os dados mantém-se, porém vários aspectos sofreram modificações: (mais…)

“Os horrores que permeiam todas as páginas desses tomos proibidos parecem exsudar de suas letras e começam a me afetar, atingindo-me com dedos invisíveis, mas não menos reais e potentes, detentores de garras que gadanham fundo a alma daqueles que ousavam pousar seus olhos sobre seus segredos. Sinto a corrupção subir pelas pontas de meus dedos, que correm por sobre o papel seco ou o pergaminho rachado. É como uma sujeira, da qual não consigo me livrar – não há água, nem confissão, que faça essa mácula menos presente, menos cruel. Temo perder minha mente na escuridão que se propaga ao meu redor. Se vir para a luz, se me olhar no espelho, o que verei? Quem verei? Meus olhos sangram e meu espírito estertora. O horror está comigo, a todo momento.”

Extrato do diário de Marie Lambeau

ARKHAM HORROR

Jogo: Arkham Horror, com a expansão Kingsport Horror e a Black Goat of the Woods

Investigadores: Kate Winthrop, a cientista (Henrique), William Yorick, o coveiro (Binder), Rex Murphy, o repórter (Gabriel), Minh Thi Phan, a secretária (Angel) e Marie Lambeau, a artista (eu)

Grande Antigo: Y’Golonac

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